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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Terra: Mãe Gaia

Em 1969, a Nasa pediu ao químico inglês James Lovelock que investigasse Vênus e Marte para saber se eles possuíam alguma forma de vida.
Analisando nossos vizinhos do sistema solar, Lovelock disse que não existia nada que pudesse ser considerado vivo por lá. Mas, ao olhar para a própria Terra, ele concluiu que, além de ser residência de diversas formas de vida, ela mesma se comporta como um grande ser vivo, com mecanismos que ajudam a preservar os outros seres vivos que abriga. E batizou esse ser de Gaia, em homenagem à deusa grega da Terra.
No começo, a teoria foi rejeitada pela comunidade científica, que achou a idéia meio hippie e pouco baseada em experiências que a comprovassem. Mas o lançamento de satélites a partir dos anos 70 trouxe dados sobre o planeta que ajudaram a reforçar a tese central da Teoria de Gaia: o planeta tem uma capacidade de controlar sua temperatura, atmosfera, salinidade e outras características que mantêm o nosso lar, doce lar confortável, com condições ideais para a existência da vida.
Mas quem é a Deusa Gaia ligada ao Planeta Terra?
Gaia é a personificação do antigo poder matriarcal das antigas cultura Indo-Européias. É a Grande Mãe que dá e tira, que nutre e depois devora os próprios filhos após sua morte. É a força elementar que dá sustento e possibilita a ordem do mundo.
Quando falamos do arquétipo da Terra, estamos também inevitavelmente nos referindo ao arquétipo do Céu, e à relação entre os dois. É só depois que separmos o que está aqui embaixo com o que está lá em cima, que entenderemos o simbolismo do que está acima que é leve, claro, masculino e ativo, e a Terra, que está abaixo e é pesada, escura, feminina e passiva.
A humanidade como um todo reunida em torno do arquétipo Terra está associada tanto à este mundo que é corpóreo, tangível, material e estático, quando ao seu simbolismo oposto do Céu que está ligado ao outro mundo, incorpóreo, intangível, espiritual e dinâmico. Para entendermos o arquétipo da Terra e da Deusa Mãe Terra, devemos entrar em contato com as contradições Céu e Terra, Espírito e Natureza.
A imagem patriarcal cristã da Terra, durante a Idade Média, era sem nenhuma ambigüidade, negativa, ao passo que o arquétipo positivo do Céu era dominante. A parte decaída inferior da alma pertencia ao mundo da Terra, enquanto que sua verdadeira essência que é o "espírito", se originava no lado celestial masculino de "Deus", ou do Mundo Superior. O lado terreno então, deveria ser sacrificado em nome do Céu, porque a Terra era feminina, pertencendo ao mundo dos instintos, representanda pela sexualidade, sedução e o pecado.
Esta autonegação do homem, desperta em nós não apenas espanto, mas horror, em virtude da natureza humana terrena, ser considerada repulsiva e má. Depreciação da Terra, hostilidade para com a Terra, que nos alimenta e protege, são expressão de uma consciência patriarcal fraca, que não reconhece outro modo de ajudar a si mesma a não ser fugir violentamente do domínio fascinante e avassalador do terreno.

Foi somente a partir da Renascença que a Terra libertou-se desta maldição, tornando-se Natureza e um mundo a ser descoberto que aparece com toda a sua riqueza de criatura viva, que já não estava em oposição com um Espírito Céu da divindade, mas na qual a essência divina se manifesta. O espírito que de agora em diante será buscado é espírito da Terra e da humanidade.
NUTRI TEU AMOR PELA TERRAReverenciar Gaia não requer nenhuma fé, a simples consciência das manifestações da natureza que ocorrem a nossa volta, já é o bastante para absorvermos sua energia. Nos conectarmos com Gaia é mais simples ainda:
Caminhe descalços na terra, areia ou grama, a sensação é deliciosa;
Em uma praça ou jardim, feche os olhos e tente identificar o cheiro das flores;
Coma seu alimento de cada dia consciente que tudo é presente de nossa Mãe Terra;
Abrace um bebê e admire conscientemente o milagre da vida;
Sente-se na grama e observe as formigas trabalhadeiras em seu diário trabalho de sobrevivência;
Coloque os pés descalços na terra e brinque de árvore, enraizando-se e sugando a seiva da Terra;
Você mesma pode inventar seu ritual, desde que esteja em contato com a Natureza, tudo é válido.

Bibliografia: Artigo Mundo Estranho: O planeta Terra é um ser vivo de Tarso Araújo, Rosene Volpatto Gaia, Wikipedia, Godessaday

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O Outono pela Medicina Tradicional Chinesa


O Outono é uma estação de transição entre o calor e a umidade do verão, para um período mais seco e um pouco frio. Energeticamente é a estação do Elemento Metal e seus órgãos correspondentes são o Pulmão e o Intestino Grosso.
 Quando o Verão passa para Outono, a energia da Terra transforma-se em Metal. Durante esse período, a energia recomeça a condensar-se e contrair-se, voltando-se para dentro para se acumular e armazenar. É o momento de libertarmos tudo o que está gasto (como as folhas das árvores) que caem para poupar a essência. Se nesta fase a energia for baixa não sendo o suficiente para ser armazenada, não haverá força suficiente para passar o Inverno e o próximo ciclo Primavera/Madeira será fraco.
 O Elemento Metal controla o Pulmão, que extrai a energia essencial e expele as toxinas do sangue. É o responsável pela captação da parte yang da energia vital que chega através da respiração e para a Medicina Tradicional Chinesa os distúrbios dessa função vão repercurtir no pulmão e nos rins. Também está ligado a nossa área sensitiva, a tristeza máxima sente-se no pulmão. Quando uma pessoa asmática entra em crise é porque tem muitos conflitos. Já o Intestino Grosso elimina a "sujeira", enquanto retém e recicla a água do organismo.
O Outono é a estação da Introspecção e da Meditação, de reciclar sentimentos e pensamentos antigos, apegos (relacionados ao intestino preso) e o excesso de emoções adquiridas durante o Verão.
 Se resistirmos a esta energia e ficarmos aprisionados no passado podemos criar estados de melancolia, tristeza e depressão que se manifestam com dores nas costas, dificuldades respiratórias, problemas de pele e diminuição da resistência física.
 A cor da fase Metal é o Branco - cor da pureza e da essência. Podemos identificar uma pessoa com desequilíbrio de pulmão através da cor extremamente branca do rosto.
 Sendo assim, fiquem atentos à essas informações:
 O Pulmão responde pelo(a):
- entusiasmo;
- alegria de viver;
- otimismo;
- defesa e proteção;
- sentido de amparo e aprovação,
- purificação.
 Se você sente que alguma dessas condições não está bem em você...é hora de parar e fazer uma avaliação de sua vida até esse momento.
 Emoções ligadas ao pulmão em desequilíbrio:
- tristeza (podendo levar a uma depressão);
- melancolia;
- angústia,
- tensões muito prolongadas.
 De uma forma geral, podemos dizer que o pulmão é afetado pelas perdas afetivas, como relacionamentos terminados ou perdas de entes queridos.
 Algumas dicas de como cuidar bem do seu pulmão durante o período de energia do Elemento Metal:
 - Alimentação - O conceito geral é que devemos eliminar o excesso de umidade que sobrou do verão e fortalecer a nossa energia de defesa (Wei Qi), que depende da energia do pulmão mais forte. Alguns alimentos que drenam a umidade (líquidos) são: abobrinha, alho, alho-poro, rabanete, cebola, cevada, feijão azuki, feijão preto, frango, nabo, pimentão, etc.
 Também devemos consumir alimentos que aqueçam o organismo e fortaleçam a nossa resistência: alho, cebola, canela, batata, salsa, cheiro verde, cominho, coentro, cará, inhame, folha de mostarda, pimentas em geral, pimentão, rabanete, rúcula, gengibre, etc.
 - Faxine seus pensamentos, sentimentos e emoções - Faça uma auto-análise e desapegue-se de padrões emocionais que já não acrescentam mais nada em sua vida. Se perceber que isso é muito difícil de realizar sozinho(a), procure a ajuda de alguma terapia que tenha a ver com seu perfil.
 - Atividade física - Excelente para saúde, não só durante esse período, e desde que seja praticada com regularidade.
 Aproveite esse período para se conhecer melhor e mudar tudo o que tem que ser mudado em sua vida. Vá devagar e no seu tempo e logo perceberá do que você realmente é capaz.
 Seus Pulmões agradecem!


Texto Quintessencia


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O Poder Energético das Ervas


Sabemos e é comprovado o uso das ervas nas curas do organismo humano, mas agora podemos ter a opção de tê-las como curativas da alma.
As ervas são produzidas no maior laboratório elemental da natureza: a Terra. Observando-as e estudando-as sabemos em que situação usá-las. Poderá ser na forma de incenso, fusão, óleos, chás, sendo que no caso de ingestão, deve-se sempre consultar um especialista, que será o melhor indicador de como usá-las corretamente.
Muitos tem por hábito apenas ferver as folhas de determinada erva, para que seu vapor purifique o ambiente e a alma das pessoas que nele se encontram. Tente.

Será algo novo que lhe deixará repleto! Relacionamos algumas ervas, por seus nomes mais conhecidos e populares:

Alecrim
Indicado para aqueles que tendem sempre a guardar, reter sentimentos como mágoas e ressentimentos, liberando estas energias já densas, alterando o seu padrão, realçando o exercício do perdão e trazendo a alegria e o amor á tona em nossos comportamentos.

Alfazema
Aos que agem de maneira impensada ou sentem insegurança para agir despertando o discernimento. Atua no sistemas nervosos do corpo acalmando-os, permitindo diminuir as culpas de atos impensados e ajudando a manifestação da intuição.

Anis
Ensina o fluir natural dos sentimentos da forma como eles se originam, sem que as barreiras conceituais ou outras manifestações da personalidade tenham qualquer influência.

ArnicaCombate a dispersão excessiva naqueles que pensam intensamente sobre vários assuntos ao mesmo tempo e não conseguem agir sobre nenhum deles, prejudicando o seu caminhar como um todo. Atua trazendo-os para a ação e conclusão.

Arruda 
Promove a queima interna ativando o elemento fogo dentro de nós. Dissipa os elementos densos e negativos e limpa os nossos arquivos, trazendo consciência plena de nossos potenciais, inclusive os espirituais.

ArtemísiaAos que "fabricam" pensamentos com ansiedade a ponto de gerar emoções grosseiras e irreais. Traz à razão o padrão de suas próprias idéias, rapidamente e com consciência.

Assa-Peixe
Para aqueles que retêm a energia sexual a ponto de provocar tensão, essa flor libera essa potente energia represada através de emoções e sentimentos mais tranqüilos, e pede ao ser que não se reprima ou se deixe oprimir, nessa área, por preconceitos.

Babosa
Promove a transferência da energia usada excessivamente no "pensar", principalmente aqueles que não conseguem fazê-lo, mesmo conscientes de que precisam, devolvendo a energia excessiva aos sistemas físicos de eliminação.

Bálsamo 
Trabalha exclusivamente nas emoções represadas pela falta de expressão, que endurecem o Ser. Libera essa energia retida de forma suave, contatando o elemento água.

BoldoCom energia contraída, leva o ser a refletir sobre sentimentos e emoções reprimidas que o levam a ter atitudes tempestuosas e impulsivas, principalmente as raivas contidas, de maneira mais branda.

CamomilaPara aqueles que criam tanta expectativa em relação ao futuro que se desequilibram emocionalmente, tentando digerir algo que ainda não foi cozinhado. Essa flor desperta neles, a energia da calma, da confiança e da paciência.

CânforaFormidável para aqueles que acreditam que a vida é apenas a manifestação dos que captam os nossos cinco sentidos físicos, essa flor gera movimentos de introspecção sobre essa idéia, fazendo fluir essa energia contida para as áreas espirituais.

Capuchinha
Expressão chave para esse floral: carência afetiva. Para dar consciência desse assunto, promove a união energética das energias do corpo físico, trazendo á lembrança a importância da liberação do tocar e ser tocado.

CarquejaForte depuradora de emoções envelhecidas, por teimosia em manter "verdades" internas, essa flor limpa esses meridianos, criando condições de aceitação a novo valores e sentimentos.

Catinga-da-Mulata
Promove em toda a aura uma verdadeira "faxina" energética, conservando o bom fluxo do prana (energia vital da alma), nos chakras (canais de fluxo energético entre a aura e o corpo físico), principalmente no plexo solar.

Coentro 
Promove força e coragem quando nos sentimos acuados e sem reação diante de situações que necessitamos enfrentar sem medo. Principalmente, quando o assunto é "mudança" ou "novidade".

ConfreiPara os momentos de tomada de consciência de nosso estado interno de aparente demolição, gerando a força vitalizadora, colocando-nos de pé e nos dando ciência das ferramentas que devemos reutilizar.

Dente de LeãoExcelente para aqueles que, conscientemente, sabem que terão uma batalha pela frente, da qual não podem e não devem fugir. E, para enfrentá-la necessitam de dois ingredientes que essa flor dinamiza: força e coragem.

Espinheira Santa
Muito importante para aqueles que confundem emoções e sentimentos e, diante de situações sentimentais, agem com a emoção, desequilibrando-se pois trazem para si o problema alheio . Acalma as emoções.

Gervão
Quando o acúmulo de raiva e outros sentimentos muito grosseiros atinge um nível muito grande, não cabendo mais a introspecção para compreendê- los. Geralmente, para aqueles que negam sua face raivosa.

Guiné 
Essa flor possui características purificadoras de negatividades que, acumuladas, melhora os estados de tensão em todo o corpo. Ativa o elemento fogo para dissipá-las, agindo como um "anti-gripal" da aura humana.

Hortelã-PimentaPara as pessoas que se privam de liberar suas emoções por conceitos do tipo: "não sei se fica bem...", "o que os outros vão pensar...". "esta atitude não cabe a uma pessoa do meu nível..." etc. Essa flor libera o que ficou retido de forma descontraída.

JaborandiPara os movimentos de grandes mudanças externas em nossas vidas, que exigem coragem para enfrentá- las sem nos afastarmos de nosso eixo pessoal, físico e espiritual.

JurubebaFloral de grande poder dentro de nós, principalmente para aqueles que se desvalorizam e perdem a vontade prórpia diante de perdas e sentimentos, ficando presos aos sentimentos do passado, desequilibrando o presente.

Macela 
Com vibrações muito sutis em nossa alma, essa flor pede a parada total de nosso Ser, pois o excesso de atividade ou de informação pode impedir a comunicação de energias supra-físicas, desejosas de indicar novos rumos e perspectivas.

Manjericão
Atuando como regulador da liberação da energia da vontade, ameniza a personalidade que, oprimida, provoca reações explosivas de auto-defesa. Desperta o fluxo material dos instintos.

MelissaPara os momentos nos quais seja necessário retomar o fio da meada em relação aos nossos problemas internos, essa flor funciona como uma lupa, ampliando a nossa capacidade de visualização e dimensionamento dos mesmos, fazendo-nos atuar sobre eles.

MetrastoEssa flor limpa o Eu, trazendo á consciência a manifestação pura dos sentimentos, fortalecendo-os. Ideal para aqueles que, não confiando nos seus próprios sentimentos, não lhes conseguem dar o devido valor e perdem a oportunidade de contatar novos amigos e situações agradáveis.

Mil-FolhasPara os casos em que traumas ou experiências consideradas vegetativas bloqueiam muito o desenvolvimento natural da vida em todos os sentidos. Esse desbloqueio se dá através do meridiano cardíaco, no qual moram os sentimentos profundos e verdadeiros, limpando-os e espargindo essa energia purificadora para toda a aura.

Picão 
Indicado para aqueles que, em processo de autoconhecimento, tendem facilmente a criar atitudes internas de autopunição e cobrança, gerando esmorecimento e ansiedade. Traz conforto e força interna.

Sabugueiro 
Essa flor ajuda a melhorar o fluxo de decisões internas para aqueles que tem esta dificuldade, provocando descargas elétricas nos meridianos nervosos.

SerralhaExcelente para aqueles que, diante de decepções, frustrações e desilusões, desequilibram-se facilmente, emocional e sentimentalmente. Revitaliza, nessas circunstâncias, a auto-estima.

Sete-SangriasEm momentos nos quais não se pode dispensar, perder tempo e deixar espaço para dúvidas internas, esse floral renova a vitalidade, fazendo com que se mantenha a força do querer pessoal diante dos próprios objetivos.

Trapoeraba ForteEstimulante da circulação interior, esse floral nos dá grande sensação de renovação interna, trazendo sensações de segurança, juventude e renascimento para seguir a vida com sentido.

VerbascoPara aqueles que, descontrolados emocionalmente ou por fraqueza momentânea na personalidade, deixam- se expor e explorar por energia alheia negativa, desvitalizando-se. Limpa a aura dessas negatividades e protege-a contra novas invasões.

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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Deusa SHAKTI




Na Índia hindu, Shakti, a deusa, é ativa, poderosa, vital, a força animadora do Universo. O masculino é a força passiva, inerte, adormecida. Cada Shakti tem seu deus ao qual se une no ato sexual. Sem união, nenhum dos dois pode fazer nada. Para os místicos tântricos, a união definitiva com Shakti acontece no momento de morte. Shakti, é representada sentada dentro do ovo luminoso do mundo, é protegida pela serpente kundalini, a emanação da sua própria energia divina.

Um dos mitos relatados por Zimmer conta que, quando os deuses se reuniram para criar o mundo, apenas Shiva, o asceta que passava o tempo em meditação no Himalaia não tomara ainda esposa. Como recusasse a sair do estado de absorção, o mundo não poderia ser criado, e assim esse dois, e ainda outros deuses, procurando uma mulher que dispusesse a viver a dura vida de privações de Shiva, encontraram Sáti, a primeira esposa do deus asceta, que mais tarde, ao se autoimolar por ter sido seu marido desrespeitado, se tornou o símbolo da lealdade da esposa.


Sháktis são as companheiras dos deuses da Trimurti Hindu:

Sarasvati é a Shákti de Brahma 
Parvati é a Shákti de Shiva 
Lakshmi é a Shákti de Vishnu 



O sistema indiano de divindades se refere à Shakti como a manifestação da energia. Shakti, a deusa mãe, também conhecida como ambaa (mãe), ou devi (deusa). É considerada a personificação da energia cósmica em sua forma dinâmica. Shakti é a mãe de Skanda e Ganesha. Acredita-se que Shakti, seja a força e a energia na qual o Universo é criado, preservado, destruído e recriado (pela trindade do Hinduísmo: Brahma, Vishnu e Shiva).


Shakti é adorada em várias formas:

Como RajarajesWari ou Kamakshi, ela é a mãe universal. 
Como Uma ou Parvati, ela é a gentil cônjuge de Shiva. 
Como Meenakshi - ela é a rainha de Shiva. 





Como Durga, ela monta tigre, que grita de forma a atacar. Durga simboliza a vitória do bem contra o mal. 


Como Kali, ela destrói e devora todas as formas de demônios. Ela também é a personificação do tempo, e sua forma sombria é simbolizada como o futuro segundo nosso conhecimento. 


Acreditar em Shakti como o aspecto feminino de uma divindade é comum na malha religiosa da Índia.

Práticas tântricas envolvendo gestos, cantos e yantras são executados em adoração a Shakti.


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Fonte: Wikipédia e o livro: "O Oráculo da deusa" - Amy Sophia Marashinsky


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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Eostre - Deusa da primavera

Eostre, que significa “a Deusa da Aurora”.

É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento.

Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.

Posteriormente, a igreja católica acabou por associar sua Páscoa às festividades pagãs de Ostara e absorveu muitos de seus costumes, inclusive os ovos e coelhinho da Páscoa. Podemos perceber isso pelo próprio nome da Páscoa em inglês, Easter, muito semelhante a Eostre.

O nome Eostre ou Ostara, como também a Deusa é chamada, tem origem anglo-saxã provinda do advérbio ostar que expressa algo como “Sol nascente” ou “Sol que se eleva”, Muitos lugares na Alemanha foram consagrados a ela, como Austerkopp (um rio em Waldeck), Osterstube (uma caverna) e Astenburg.

Eostre era relacionada à aurora e posteriormente associada à luz crescente da Primavera, momento em que trazia alegria e bênçãos a Terra.

Por ser uma Deusa um tanto obscura, muito do que se sabia sobre ela acabou-se perdendo através dos tempos, e descrições, mitos e informaçõe sobre ela são escassos.

Seu nome e funções têm relação com a Deusa grega Eos, Deusa do Amanhecer na mitologia grega. Alguns historiadores dizem que ela é meramente uma das várias formas de Frigg *deusa indo-européia – esposa de Odin), ou que seu nome seria um epíteto para representar Frigg em seu aspecto jovem e primaveril. Outros pesquisadores a associam à Astarte (Deusa Fenícia) e Ishtar (deusa Babilônica), devido às similaridades em seus respectivos festivais da Primavera.

Dizem as lendas que Eostre tinha uma especial afeição por crianças. Onde quer que ela fosse, elas a seguiam e a Deusa adorava cantar e entretê-las com sua magia.

Um dia, Eostre estava sentada em um jardim com suas tão amadas crianças, quando um amável pássaro voou sobre elas e pousou na mão da Deusa. Ao dizer algumas palavras mágicas, o pássaro se transformou no animal favorito de Eostre, uma lebre. Isto maravilhou as crianças. Com o passar dos meses, elas repararam que a lebre não estava feliz com a transformação, porque não mais podia cantar nem voar.

As crianças pediram a Eostre que revertesse o encantamento. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu desfazer o encanto. A magia já estava feita e nada poderia revertê-la. Eostre decidiu esperar até que o inverno passasse, pois nesta época seu poder diminuía. Quem sabe quando a Primavera retornasse e ela fosse de novo restituída de seus poderes plenamente pudesse ao menos dar alguns momentos de alegria à lebre, transformando-a nova-mente em pássaro, nem que fosse por um alguns momentos.

A lebre assim permaneceu até que então a Primavera chegou. Nessa época os poderes de Eostre estavam em seu apogeu e ela pôde transformar a lebre em um pássaro novamente, durante algum tempo. Agradecido, o pássaro botou ovos em homenagem a Eostre. Em celebração à sua liberdade e às crianças, que tinham pedido a Eostre que lhe concedesse sua forma original, o pássaro, transformado em lebre novamente, pintou os ovos e os distribuiu pelo mundo.

Para lembrar às pessoas de seu ato tolo de interferir no livre-arbítrio de alguém, Eostre entalhou a figura de uma lebre na lua que pode ser vista até hoje por nós.

Eostre assumiu vários nomes diferentes como Eostra, Eostrae, Eastre, Estre e Austra. É considerada a Deusa da Fertilidade plena e da luz crescente da Primavera.

Seus símbolos são a lebre ou o coelho e os ovos, todos representando a fertilidade e o início de uma nova vida.

A lebre é muito conhecida por seu poder gerador e o ovo sempre esteve associado ao começo da vida. Não são poucos os mitos que nos falam do ovo primordial, que teria sido chocado pela luz do Sol, dando assim vida a tudo o que existe.

Eostre também é uma Deusa da Pureza, da Juventude e da Beleza. Era comum na época da Primavera recolher o orvalho para banhar-se ritualisticamente. Acreditava-se que orvalho colhido nessa época estava impregnado com as energias de purificação e juventude de Eostre, e por isso tinha a virtude de purificar e rejuvenescer.


Texto de Tamaris Fontanella
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Fontes de Consulta:
Coven – Criando e Organizando seu próprio grupo – Claudyney Prieto
Explorando o Druidismo Celta – Sirona Knight
Grimoire: Ayesha
Grimoire: IDC
Rituais Celtas – Andy Bagggot
Todas as Deusas do Mundo – Claudinei Prieto
Trabalho mágico para covens – Edain McCoy
Wicca – A Feitiçaria Moderna – Gerina Dunwich
Wicca – A Religião da Deusa – Claudiney Prieto




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domingo, 6 de outubro de 2013

A Esfinge

O grande enigma dos séculos antigos, a esfinge, depois de ter feito a volta ao mundo sem achar repouso, parou ao pé da cruz, este outro grande enigma; e há dezoito séculos e meio a contempla e medita.

Que é o homem? - pergunta a esfinge à cruz, - e a cruz responde à esfinge, perguntando-lhe: - Que é Deus?

Já dezoito vezes, o velho Ahasverus fez também a volta do globo; e, no fim de todos os séculos, e no começo de todas as gerações, passa perto da cruz muda e diante da esfinge imóvel e silenciosa.

Quando estiver cansado de caminhar sempre, sem nunca chegar, é aí que ele repousará, e então a esfinge e a cruz falarão por sua vez para o consolar.

- Eu sou o resumo da sabedoria antiga - dirá a esfinge. - Sou a síntese do homem. Tenho uma fronte que pensa e peitos que se inflamam de amor; tenho garras de leão para a luta, flancos de touro para o trabalho e asas de águia para subir à luz. Só fui entendida nos tempos antigos pelo cego voluntário de Tebas, este grande símbolo da misteriosa explanação que devia iniciar a humanidade à eterna justiça; mas agora o homem não é mais o filho maldito que um crime original faz expor à morte do Cytheron; o pai veio, por sua vez, expiar o suplício do filho; a sombra de Laios gemeu com os tormentos de édipo; o céu explicou ao mundo o meu enigma nesta cruz. é por isso que eu me calo, esperando que ela mesma se explique ao mundo: repousa, Ahasverus, porque é aqui o termo da tua dolorosa viagem.

- Eu sou a chave da sabedoria futura - dirá a cruz. - Sou o signo glorioso do stauros que Deus fixou nos quatro pontos cardiais do céu, para servir de duplo eixo ao universo. Expliquei na Terra o enigma da esfinge, dando aos homens a razão da dor: consumei o simbolismo religioso, realizando o sacrifício. Eu sou a escada sangrenta pela qual a humanidade sobe a Deus e pela qual Deus desce aos homens. Eu sou a árvore do sangue, e as minhas raízes o bebem em toda a terra, para que não seja perdido, e forme nos meus braços frutos de devotamento e de amor. Sou o sinal da glória, porque revelei a honra; e os príncipes da terra me penduraram ao peito dos bravos. Um dentre eles me deu um quinto braço para fazer de mim uma estrela; mas sempre me chamo a cruz. Talvez aquele que foi o mártir da glória previa o sacrifício, e queria, acrescentando um braço à cruz, preparar um encosto para a sua própria cabeça ao lado da do Cristo. Estendo os meus braços tanto à direita como à esquerda, e espalhei igualmente as bênçãos de Deus sobre Madalena e sobre Maria; ofereço a salvação aos pecadores, e aos justos a graça nova; espero Caim e Abel para os reconciliar e unir. Devo servir de ponto de ligação entre os povos, e devo presidir ao último julgamento dos reis; sou o resumo da lei, porque trago escrito nos meus braços: Fé, Esperança e Caridade. Sou o resumo da ciência, porque explico a vida humana e o pensamento de Deus. Não temas, Ahasverus, não mais temas minha sombra; o crime do teu povo tornou-se o do universo, porque também os cristãos crucificaram o seu Salvador; eles o crucificaram, lançando aos pés a sua doutrina de comunhão; eles o crucificaram na pessoa dos pobres; eles o crucificaram, maldizendo a ti próprio e prescrevendo o teu exílio; mas o crime de todos os homens os envolve no mesmo perdão; e tu, o Caim humanitário, tu, o mais velho dos que a cruz deve resgatar, vem repousar embaixo de um dos seus braços ainda tinto do sangue redentor! Depois de ti, virá o filho da segunda sinagoga, o pontífice da lei nova, o sucessor de Pedro; quando as nações o tiverem proscrito como tudo, quando não houver senão a coroa do martírio, e quando a perseguição o tiver feito submisso e dócil como justo Abel, então virá Maria, a mulher regenerada, a mãe de Deus e dos homens; e ela reconciliará o judeu errante com o último papa, depois começará de novo a conquista do mundo para dá-lo aos seus dois filhos. O amor regenerará as ciências, e razão e a fé. Então serei a árvore do paraíso terrestre, a árvore da ciência do bem e do mal, a árvore da liberdade humana. Os meus imensos ramos cobrirão o mundo inteiro, e as populações afadigadas descansarão debaixo da minha sombra; os meus frutos serão o alimento dos fortes e o leite das criancinhas; e as aves do céu, isto é, os que passam cantando, levados nas asas da inspiração sagrada, estes repousarão nos meus ramos, sempre verdes e carregados de frutos. Repousa, pois, Ahasverus, na esperança deste belo porvir; porque é aqui o termo da tua dolorosa viagem.

Então o judeu errante, sacudindo o pó de seus pés doloridos, dirá à esfinge:

- Eu te conheço desde há muito! Ezequiel te via outrora, atrelada a esta carruagem misteriosa que representa o universo e cujas rodas estreladas giram umas nas outras; realizei uma segunda vez os destinos errantes do órfão do Cytheron; como ele, matei meu pai, sem o conhecer; quando o deicídio se realizou e quando chamei sobre mim a vingança do seu sangue, me condenei a mim mesmo à cegueira e ao exílio. Eu fugia de ti e te procurava sempre, porque era a primeira causa das minhas dores. Mas tu viajavas penosamente como eu, e, por caminhos diferentes, devíamos chegar juntos; bendito sejas tu, ó gênio das antigas idades, por me haveres levado ao pé da cruz!

Depois, dirigindo-se à própria cruz, Ahasverus dirá, enxugando a sua última lágrima:

- Desde há dezoito séculos te conheço, porque eu te vi levada pelo Cristo que sucumbiu sob este fardo. Abanei a cabeça e te blasfemei então, porque ainda não tinha sido iniciado à maldição; era preciso à minha religião o anátema do mundo para lhe fazer compreender a divindade do maldito; é por isso que sofri com coragem meus dezoito séculos de expiação, vivendo e sofrendo sempre no meio das gerações que morriam ao redor de mim, assistindo à agonia dos impérios e atravessando todas as ruínas e olhava sempre com ansiedade para ver se não estavas caída; e depois de todas as convulsões do mundo, sempre te via de pé! Mas não me aproximava de ti, porque os grandes do mundo ainda te haviam profanado, e feito de ti o patíbulo da Liberdade santa! Não me aproximava de ti, porque a Inquisição tinha entregue meus irmãos à fogueira em presença da tua imagem; não me aproximava de ti, porque não falavas, ao passo que os falsos ministros do céu falavam, em teu nome, de danação e vinganças; e eu só podia ouvir as palavras de misericórdia e união! Por isso, desde que a tua voz chegou ao meu ouvido, senti meu coração mudado e a minha consciência se acalmou! Bendita seja a hora salutar que me levou ao pé da cruz!

Então uma porta se abrirá no céu e a montanha do Gólgota será o seu sólio e, diante desta porta, a humanidade verá, com admiração, a cruz irradiante guardada pelo judeu errante, que terá deposto a seus pés o seu bastão de viagem, e pela esfinge, que estenderá as suas asas e terá os olhos brilhantes de esperança, como se fosse tomar um novo vôo e se transfigurar!

E a esfinge responderá à pergunta da cruz, dizendo: - Deus é aquele que triunfa do mal pela prova de seus filhos, aquele que permite a dor, porque possui em si o remédio eterno; Deus é aquele que é, e diante de quem o mal não existe.

E a cruz responderá ao enigma da esfinge: - O homem é o filho de Deus que se imortaliza ao morrer, e que se liberta, por um amor inteligente e vitorioso, do tempo e da morte; o homem é aquele que deve amar para viver, e que não pode amar sem ser livre; o homem é o filho de Deus e da Liberdade!

Fonte: 'Dogma e Ritual da Alta Magia', de Eliphas Levi


A Esfinge aparece na mitologia grega como um monstro, cabeça e busto de mulher, corpo de cão, patas de leão, asas de águia e cauda de serpente.

Hera ou Ares mandaram a Esfinge de sua casa na Etiópia para Tebas e, em Édipo Rei de Sófocles, pergunta a todos que passam o quebra-cabeça mais famoso da história, conhecido como o enigma da esfinge, “Decifra-me ou Devoro-te”:

Conta-se que devastava o país de Tebas, propondo enigmas aos homens e devorando os que não sabiam resolvê-lo. A Édipo, filho de Jocasta, perguntou: 

- Que ser tem quatro pés, dois pés ou três pés, e quanto mais tem mais fraco é? 

Édipo resolveu o quebra-cabeça: O homem — engatinha como bebê, anda sobre dois pés na idade adulta, e usa um arrimo (bengala) quando é ancião.


Furiosa com tal resposta, a esfinge teria cometido suicídio, atirando-se de um precipício. Versão alternativa diz que ela devorou-se.





A Esfinge egípcia é uma antiga criatura mística usualmente tida como um leão estendido, animal com associações solares sacras, com uma cabeça humana, de um faraó. Usada para demonstração de poder, assim como as pirâmides no Egito.

Para os antigos egípcios, a Esfinge simboliza o Nilo e suas estações. Ele também era manifestação de Hator, deusa do nascimento e da morte. A Esfinge foi construída como guardiã dos horizontes, do Sol nascente e do Sol poente. Ela detém as chaves para os portais da sabedoria. No caminho do conhecimento profundo, os Iniciados têm de enfrentar os desafios propostos pela Esfinge.


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Fonte: Wikipédia e o livro: "O Oráculo da deusa" - Amy Sophia Marashinsky


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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Outubro Rosa

O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades.
Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.

A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade (www.komen.org).

Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população inicialmente as cidades se enfeitavam com os laços rosas, principalmente nos locais públicos, depois surgiram outras ações como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche e etc. (www.pink-october.org).

Hoje diversos estabelecimentos e locais são decorados ou iluminados em rosa mostrando a sua participação no mês de outubro nesse movimento.


Faça parte você também! Não precisa decorar a sua casa toda, nem trocar todas as lâmpadas, use a fitinha! Um acessório!  Ou apenas um diazinho esse mês  você pode pensar no seu bem-estar, na sua saúde, em melhorar a sua qualidade de vida. A partir de hoje, todas as mulheres estão convidadas a escolher um dia no outubro rosa para olhar para si mesmas