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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Desarmonias na Medicina Chinesa


Realmente podemos ficar doentes devido ao enfraquecimento de nossa energia.
Distúrbios emocionais, insatisfações ou aborrecimentos constantes, e principalmente o pessimismo, a baixa estima, o não amar a si mesmo (a), muito comum e frequente em certas pessoas, podem enfraquecer nosso campo de proteção áurica, causando-nos diversas doenças.
Praticamente, todos já ouvimos dizer que muitas doenças são causadas por nós mesmos, por situações e conflitos que criamos com nosso comportamento diante da vida, nossa boca, nosso pensamento, nossas ações. Nada pode estar mais perto da verdade.
Abaixo, estão algumas possíveis situações de doenças de nosso corpo físico e que às vezes são causadas pelo enfraquecimento desta nossa proteção natural.


Acidentes: Raiva, frustração e rebelião.
Alergias: Aparecem naqueles que estão sempre nervosos e irritados com as atitudes das outras pessoas com quem 
convivem. Se você tem alergias procure ser mais calmo e compreensivo com aqueles que o rodeiam.
Anemia: Você é uma pessoa que praticamente não tem nenhuma confiança em si mesma.
Aparelho Respiratório: Pessoas que estão sempre desesperadas, sempre correndo e que gostam de fazer tudo ao mesmo tempo. O resultado disso é que, muitas vezes, elas não terminam nenhum de seus afazeres, ou não fazem nada direito.
Artrite: Perfeccionismo. Pessoa muito crítica com as outras pessoas que a rodeiam, sejam elas amigos, familiares, companheiros de trabalho, etc… Você também é uma pessoa insistente, talvez levando essa insistência longe demais. Às vezes é bom deixar de lado, desistir de alguma situação difícil, caso não esteja recebendo o apoio de que necessita. Persistir em algo muito complicado, sem ajuda de ninguém, pode lhe trazer sérios problemas com os ossos de seu corpo ou então uma artrite.
Asma: Complexo de culpa.
Ataques: Pensamentos negativos, quem não é feliz.
Bexiga: Segurando a dor para si mesmo.
Braços: Emoções antigas.
Bulimia: Ódio de si mesmo, achando não ser bom o suficiente.
Cabeça: O que nós mostramos ao mundo.
Câncer: Ressentimento profundo.
Coluna: Geralmente essas pessoas gostam de fazer tudo sozinhas e depois, acabam sempre reclamando que ninguém dá uma mãozinha.
Coração: Pessoas que não vivem do amor e da felicidade.
Dedos: Ego, raiva, medo, preocupação, perda, pretensão.
Dentes (cáries dentárias ou gengivites): Talvez quase ninguém saiba, mas os dentes representam a família. Se você é esteio de sua família, a pessoa a quem cabe tomar todas as decisões, arcando com todas as responsabilidades e consequências, é muito propensa a ter problemas com seus dentes, ou a desenvolver uma gengivite.
Dor: Culpa, medo de ser punido.
Estômago (problemas digestivos): Dificuldade de assumir novas ideias e novas experiências. Se você anda comendo muito, talvez seja a única forma que esteja encontrando para estagnar ou conter seus impulsos de criação. Ou então, pode ainda significar que esteja totalmente insatisfeito com sua vida sexual.
Fígado: Pessoa que acumula o sentimento de raiva dentro de si. Procure liberar sua raiva e não guarde rancor de ninguém. Quanto mais raiva guardar, pior será para você.
Frigidez: Medo, culpa sexual
Garganta: Medo de mudanças, dificuldade em falar e frustração. Quando você tiver algum distúrbio nesta região de seu corpo, não pense duas vezes antes de liberar toda sua criatividade, para assim ampliar a proteção de sua aura. Fale, exponha suas ideias, mesmo correndo o risco de não serem aceitas.
Gastrite: Este tipo de sintoma quase sempre se manifesta em pessoas que guardam para si os problemas, são, maioria das vezes, pessoas introvertidas e que demonstram uma falsa calma e tranquilidade.
Genitais: Rejeição sexual.
Gordura localizada: Para o conceito esotérico, este tipo de gordura, principalmente quando localizada nas coxas, significa que, quando era criança, você não recebeu aquele carinho tão especial e necessário do colo de sua mãe que com o calor de seu corpo transmitia o amor e a segurança que precisava. Inconscientemente, esta carência está registrada em seu íntimo, fazendo-o desenvolver algum tipo de gordura localizada.
Impotência: Medo, inveja do próximo.
Joelho: Inflexibilidade, ego, medo de mudanças, há um excesso de humildade.
Mãos: Pão duro ( não gostam de gastar dinheiro).
Obesidade: Insegurança.
Orelhas: Dificuldade de aceitar o que lhe é dito.
Pele: Pessoas que possuem poder sobre você.
Pernas: Medo de enfrentar as coisas novas do dia a dia.
Pés: Dificuldade em compreender a si próprio. Suas opiniões quase nunca são escutadas ou respeitadas pelas pessoas mais próximas.
Pescoço: Pessoas muito teimosas e inflexíveis. Para estas pessoas, a aura nesta parte do corpo não vai além de alguns centímetros de proteção.
Retenção de Líquidos: Na alquimia, a água representa intuição. Se você tem tendência a reter líquidos em seu organismo, deve ser uma pessoa de intuição muito forte. Não tenha medo e libere suas manifestações intuitivas.
Rins: É exatamente no chackra supra-renal que as mágoas se acumulam, diminuindo muito a proteção do campo áurico dessa região. Não é por acaso que, em uma situação de separação, por exemplo, que geralmente traz consigo muitas mágoas, tristezas e dores, os envolvidos acabam desenvolvendo alguma coisa relacionada a este órgão, como é o caso de um cálculo renal.
Tumor: Feridas antigas, tormento, não se permite a cura.
Úlcera: Medo de não ser bom o suficiente.
Varizes: Geralmente são aquelas pessoas que não aceitam as condições que lhes são impostas, querendo que tudo ocorra sempre ao seu jeito.
Você pode estar se perguntando: ‘O que fazer para mudar essa situação?’
Sabendo que uma das possíveis causas de sua doença pode ser algo relacionado ao que foi dito, que tal começar mudando seu comportamento em relação à vida e às pessoas com quem você convive?
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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

"Guardiães do Segredo"

A psicofilosofia Huna inspirou-se nas crenças espirituais havaianas, surgiu no final do século XIX e foi divulgada para o mundo pelo pesquisador, psicólogo e teosofista americano Max Freedon Long.Trata-se de um sistema de princípios e práticas no qual elementos filosóficos, éticos, religiosos e psicológicos são aplicados à vida diária. A palavra Hunasignifica “segredo” (não na acepção de manter algo oculto, mas sim de descobrir um sentido mais profundo da nossa existência), designa um conjunto de idéias e rituais originalmente conhecidos pelos mestres e curadores do Havaí pré-cristão - estes sacerdotes ou xamãs eram chamados de Kahunas ou “Guardiães do Segredo” Serge King (2004) define a sabedoria Huna como “a filosofia de realização que pode ser aplicada a qualquer propósito, seja religioso, científico, social ou pessoal” - portanto, o que mais caracteriza a psicologia Huna é o seu lado prático baseado em uma filosofia de vida ética.


Os Sete Princípios Básicos da Sabedoria Mística dos Kahunas enunciada por King e tão bem interpretada na obra de Jens Weskott (1995), pode ser assim descrita: (1) IKE: O mundo é o que você pensa que ele é; (2) KALA: Não há limites, tudo é possível; (3) MAKIA: Onde você coloca sua atenção, para lá segue sua energia; (4) MANAWA: Seu momento de poder é agora; (5) ALOHA: Amar é estar feliz com! - Amar significa compartilhar; (6) MANA: Eu produzo toda energia - toda energia vem de mim e (7) PONO: A eficácia é a medida da verdade. 
Vale salientar que, segundo a doutrina Huna, todos os acontecimentos vivenciados, inclusive doenças e acidentes, se originam na mente - admitem-se predisposições herdadas para certas enfermidades, porém mais em termos de convicções herdadas na memória celular que na hereditariedade física. Para os Kahunas, as convicções são a base fundamental da experiência de toda realidade: nossa experiência é condicionada pelo que cremos e somente podemos experimentar o que, em algum nível da consciência acreditamos ser possível - quanto mais firmemente cremos em algo, tanto mais profundamente esse algo afeta a nossa experiência.
É interessante observar que a idéia dos Kahunas de que a realidade seja totalmente subjetiva tem sua contrapartida na moderna física quântica. O conceito de relatividade é muito importante na filosofia Huna, especialmente com respeito à cura - tal idéia é bem similar ao conceito yin/yang dos chineses, isto é, tudo é relativo a algo além. Nada pode ser descrito ou experimentado exceto em relação a algo mais porque não há absolutos no mundo de nossa percepção.

A filosofia Huna considera que o Ser Humano é portador de uma natureza tríplice, qual seja: (1) UNIHIPILI: Eu Básico (Mente Inconsciente) - “o armazém gerador de emoções”; (2) UHANE: Eu Médio (Mente Consciente) - “o espírito que fala”; e o (3) AUMAKUA: Eu Superior (Mente Superconsciente) - “o divino em cada um de nós que constrói todo o universo à nossa volta pelo poder da intenção”. O maior beneficio obtido pelo conhecimento Huna é o de tornar-se consciente dos meios adequados de comunicação com o Eu Superior. Esta psicologia oferece uma abordagem prática ao pensamento criativo – a de orar através do eu básico para contatar o Eu Superior. O conceito Huna da prece é único na área do pensamento positivo: criar imagens visuais, carregá-las de energia “Mana” (o equivalente ao ‘prana’ hindu, o ‘chi’ chinês, e o ‘ki’ japonês) gerada pela emoção do desejo e enviá-las como formas-pensamento através do eu básico ao Eu Superior.
Em síntese, a sabedoria Huna pode ser traduzida em quatro conceitos básicos:
(I) Você cria sua própria realidade: - Isto abrange sua experiência pessoal da realidade e todas as situações nela contidas. Você cria sua realidade através de suas convicções, expectativas, atitudes, desejos, receios, julgamentos, interpretações, sentimentos, intenções e pensamentos consistentes e persistentes.
(II) Você consegue aquilo em que você se concentra: - Os pensamentos e sentimentos nos quais você vive, conscientemente ou não, formam o molde ao qual são atraídas, para a sua vida, as coisas disponíveis mais próximas, em termos de experiências, dos seus pensamentos e sentimentos.
(III) Você não tem limites: - Não existe coisa oculta a você, nenhuma barreira entre você e seu corpo, você e o mundo que o cerca ou entre você e Deus. Quaisquer divisões usadas para discussão são termos referentes a funções e/ou conveniência, já que separação é apenas uma útil ilusão.

(IV) Seu momento de poder é agora: Você não está limitado por experiências do passado ou do futuro, porque o passado é apenas uma memória e o futuro uma mera possibilidade. Você tem a força aqui e agora para, baseado em suas convicções, mudar as limitações e conscientemente plantar, à sua escolha, as sementes do futuro. Na medida em que você muda sua mente você muda sua experiência.
As emoções são vistas pelos Kahunas como um excitamento ou movimento de energia através do corpo, e todas as palavras havaianas relacionadas a emoções refletem esta idéia, geralmente com o uso da imagem da água como ondas ou respingos ou então fluindo de algum modo. O nome específico para uma emoção particular depende de que pensamentos a acompanham. Em termos de sensação pura, você não pode dizer a diferença entre raiva e entusiasmo, ou ansiedade e excitada antecipação. A estimulação do fluxo emocional pode vir de seus pensamentos ou eventos externos, mas em qualquer caso os pensamentos são o que perpetua a emoção, e uma mudança no pensamento pode mudar a emoção experimentada.
“Nós temos direito a todas as nossas emoções, mas não temos direito de vivê-las ferindo os demais” - foi com essa crença que a magia kahuna, tendo embutida uma psicologia espiritual milenar baseada no ‘não ferir ninguém, intencionalmente’, se tornou um modelo de sociedade harmoniosa e pacífica no antigo Havaí.

Fontes:
WESKOTT, Jens Federi. A Magia dos Kahunas. São Paulo: Zenda, 1995
KING, Serge Kahili. Magia E Cura Kahuna. São Paulo: Madras, 2004
http://www.huna.org.br/index.htm

Texto de Jorge Amaral


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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Cultivando a Gentileza

Combinação de Essências Florais Australianas para Encorajar a Prática da Gentileza
A família pode ser um centro onde nos reabastecemos no contato amoroso e íntimo com as pessoas mais próximas. Infelizmente a aspereza da vida lá fora, com seus desafios na competição no trabalho, no trânsito, assim como todo o medo que nos cerca, nos torna endurecidos e insensíveis. Muitas vezes sem tanta consciência do que estamos fazendo, e do mal que estamos causando, descontamos as nossas frustrações justamente naqueles que nos são mais caros.
Red & Green K. Paw - Essência Floral da Living Essences da Austrália
Red & Green K. Paw – foto de Vasudeva Barnao
Fica difícil nos abrirmos, mesmo estando no conforto do lar, para dar e receber atenção, cuidar e permitirmos ser cuidados, trocar sorrisos, beijos, abraços, praticarmos a gentileza e dessa forma nutrir e sermos nutridos também.
Essa é uma combinação de flores de dois diferentes sistemas de essências florais da Austrália que vão despertar e encorajar em nós a ação gentil e cuidadosa para conosco mesmo, e para com aqueles ao nosso redor, sejam nossos entes mais queridos ou não.

Sugestões para o uso

Manter um spray com essa combinação de essências florais e seus óleos essenciais favoritos (no meu spray eu uso 1 gota de Jasmin) na sala de estar ou de jantar, ou no ambiente da casa onde a família costuma compartilhar alguns momentos. Pode ser borrifado tanto antes das pessoas chegarem, como também quando o grupo familiar estiver reunido.
Red Leschenaultia - Essência Floral da Living Essences da Austrália
Red Leschenaultia – foto de Vasudeva Barnao
Red Leschenaultia
Para quando nos tornamos endurecidos na tentativa de sobreviver no mundo lá fora. Essa essência floral ativa o desejo de amar e de ser gentil; dissolve a aspereza, devolvendo a sensibilidade e a doçura aos relacionamentos.
Mountain Devil
Para quando emoções como a raiva, o ódio e o ressentimento impedem a expressão do amor. Essa essência floral ativa as nossas capacidades de perdoar. Resgata a possibilidade de voltarmos a confiar e a boa vontade uns para com os outros.
Flannel Flower
Para quando existe desconforto ou “falta de jeito” no contato físico. Essa essência floral nos ajuda a nos sentirmos a vontade para expressarmos o lado mais suave e gentil da nossa natureza.
Red and Green Kangaroo Paw
Para aqueles que estão sempre muito ocupados e nunca têm um tempo interno para realmente estarem presentes para as outras pessoas. Restaura a habilidade de ficar no “aqui e agora” oferecendo tempo, atenção e espaço para a intimidade e a gentileza. Nos ajuda a apreciar e vivenciar as pequenas alegrias da vida em comum!
Purple Nymph Waterlily
Para aqueles que se sentem frustrados por não serem apreciados e reconhecidos pela sua generosidade e doação. Ajuda a nos sensibilizarmos até um ponto além da personalidade, libertando o nosso coração através do serviço. É a essência floral do amor desprendido.
Bush Gardenia - Florais da Austrália - Bush Essences
Bush Gardenia – foto Ian White
Bush Gardenia
Para aqueles que tendem a ser muito auto centrados e não demonstram um genuíno interesse pelo outro. Essa essência floral melhora o relacionamento entre casais, entre pais e filhos, entre irmãos, entre amigos, entre colegas de trabalho, impregnando a comunicação de sensibilidade, gentileza, atenção e compreensão.



Texto de http://www.essenciasflorais.com.br/cultivando-a-gentileza/


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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Felicidade

Todo o amor do mundo pode ser dado a você, mas, se você decidir ser infeliz, permanecerá infeliz. E você pode ser feliz, imensamente feliz, por absolutamente nenhuma razão – porque a felicidade e a infelicidade são decisões suas.


Leva muito tempo para perceber que a felicidade e a infelicidade dependem de você, porque é muito confortável para o ego achar que os outros estão fazendo você infeliz. O ego insiste em dar condições impossíveis, e ele diz que primeiro essas condições precisam ser satisfeitas e somente então você poderá ser feliz. Ele pergunta como você pode ser feliz em um mundo tão feio, com pessoas tão feias, em uma situação tão feia.
Se você observar corretamente, rirá de si mesmo. É ridículo, simplesmente ridículo. O que você está fazendo é absurdo. Ninguém está nos forçando a fazer isso, mas insistimos em fazê-lo – e gritamos por socorro.
E você pode simplesmente sair disso; trata-se de seu próprio jogo – ficar infeliz e depois pedir simpatia e amor. Se você estiver feliz, o amor fluirá em sua direção… não há necessidade de pedi-lo.
Essa é uma das leis básicas. Exatamente como a água flui para baixo e o fogo flui para cima, o amor flui em direção à felicidade.
Texto de Osho

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Definição geral das fobias


Qual sua fobia?
medo é um sentimento comum a todas as espécies animais e serve para proteger o indivíduo do perigo. Todos nós temos medo em algumas situações nas quais o perigo é iminente.
A fobia pode ser definida como um medo irracional, diante de uma situação ou objeto que não apresenta qualquer perigo para a pessoa. Com isto, essa situação ou esse objeto são evitados a todo custo. Essa evitação fóbica leva muito frequentemente a limitações importantes na vida cotidiana da pessoa acometida. As fobias são acompanhadas de ansiedade importante e também usualmente de depressão.
Os transtornos fóbico-ansiosos constituem um grupo de doenças mentais em que a ansiedade é ligada predominantemente a uma situação ou objeto. Há três tipos principais de fobia:
1. Agorafobia: inclui medo de espaços abertos, da presença de multidões, da dificuldade de escapar rapidamente para um local seguro (em geral a própria casa). A pessoa pode ter medo de sair de casa, de entrar em uma loja ou shopping, de lugares onde há; multidões, de viajar sozinho. Muitas pessoas referem um medo aterrorizante de se sentirem mal e serem abandonadas sem socorro em público. Muitas pessoas com agorafobia apresentam também o transtorno de pânico.
2. Fobia social: neste caso a pessoa tem medo de se expor a outras pessoas que se encontram em grupos pequenos. Isto pode acontecer em reuniões, festas, restaurantes e outros locais. Muitas vezes elas são restritas a uma situação, como por exemplo, comer ou falar em público, assinar um cheque na presença de outras pessoas ou encontrar-se com alguém do sexo oposto. Muitas pessoas apresentam também baixa autoestima e medo de criticas. Usualmente a pessoa nessas situações apresenta rubor na face, tremores, náuseas. Em casos extremos pode isolar-se completamente do convívio social.
Medo, ansiedade e irracionalidade estão presentes nas fobias
3. Fobias específicas (ou isoladas): como o próprio nome diz, são fobias restritas a uma situação e/ou objeto altamente específicos, tais como, animais inofensivos (zoofobia), altura (acrofobia), trovões e relâmpagos (astrofobia), voar, espaços fechados (claustrofobia), doenças (nosofobia), dentista, sangue, entre outros. A incapacitação da pessoa no dia a dia depende do tipo de fobia e de quão fácil é evitar a situação fóbica.
As fobias atingem cerca de 10% da população. Em geral surgem na infância ou adolescência, persistindo na idade adulta se não são tratadas adequadamente. Acometem mais frequentemente pessoas do sexo feminino (com exceção da fobia social, que atinge igualmente homens e mulheres). Depressão e uso de drogas e álcool podem ocorrer freqüentemente associados aos transtornos fóbico-ansiosos.

Fonte: PsiqWeb

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O equilíbrio do Ser

 
                   Na vida moderna, os ocidentais, vivem voltados para o mundo exterior, em busca do Ter, pois acreditam que este é o caminho para Ser.
                        Assim, passa-se a vida correndo atrás de alguma coisa, mais ou menos atendendo a esta ordem: estudo, trabalho, dinheiro, sucesso, poder e, então, só então, passa-se a buscar o Amor e a Felicidade.
                        Aliás, parece que somente atingindo os primeiros objetivos é que será possível conquistar estas últimas metas.
                        E assim, se vai correndo (e não vivendo), até que um dia... Bom, um dia, bate o vazio imenso. Normalmente, nem sequer se dá conta dele. E então, como mensagem do Eu Superior vem a doença.
                        A bem da verdade, a doença permeia a vida toda, é uma gripe aqui, uma dengue ali, uma tristeza que não se sabe explicar, angústia, ansiedade, obesidade etc, etc, etc.
                        Mas é apenas quando a doença se manifesta, colocando em risco a própria vida, é que se pára para refletir e aí sim, se percebe o tão temido vazio.
                        Entretanto, não se deve temê-lo, pois é no vazio que se pode plantar novas sementes.
                        Ao se constatar sua existência, deve-se permitir que ele se instale. Deve-se evitar tentar preenchê-lo com bens materiais, alimentos, álcool, drogas ou qualquer outra coisa.
                        Permitir-se ficar no vazio é a única forma de evolução. Mantendo-se no vazio, prepara-se o terreno para o plantio de uma nova vida, mais plena e satisfatória.
                        Verificando-se que tudo aquilo que se buscava não preencheu a vida, deve-se buscar novas ferramentas e novas sementes.
                        Desenvolver o Amor Incondicional é único caminho para o Equilíbrio e a Cura de todas as doenças.
                        Mudar a perspectiva da vida, as prioridades, buscar desenvolver um contato mais íntimo com o Eu Superior dando ouvidos à voz interior é certamente o melhor caminho para a cura de todos os males, sendo que no vazio é que as benesses do Divino podem ser implantadas no coração.
                        Um coração cheio de ódio, raiva, rancor, inveja, ambição, cobiça não abre espaço para o Amor.
                        Antes de se pensar na cura de qualquer doença, se deve pensar em esvaziar, em jogar fora todo o lixo acumulado durante os anos.  Limpando e esvaziando o coração, como se faz com um armário, é que se poderá adquirir novos valores, novas experiências, novas conquistas, elevando assim os padrões espirituais e emocionais, rompendo os ciclos destrutivos que encaminham o Ser para a destruição e a morte.
                        Este é certamente o primeiro passo para que se encontre finalmente o equilíbrio, a harmonia e a felicidade!
Paz profunda!
Juliana Magalhães

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Alquimia Interior

 

Um processo de mutação psicossomático
A alquimia tem diversas dimensões operativas, sendo a mais conhecida a que se refere ao alquimista no seu laboratório “externo”, habitualmente imaginado como cheio de símbolos e instrumentos “químicos” estranhos. A Alquimia Interior, muito embora utilize os mesmos símbolos e operações arquetípicas, trabalha num único laboratório, o “interno”, que é o próprio indivíduo em processo de transformação.

A alquimia não tem objecto.
A alquimia é uma prática intuitiva não cultural e não mental. Não há alquimia sem consciência e alargamento do campo da percepção. A alquimia é a capacidade de operar transformações, ou mutações, na estrutura da realidade a partir da intensificação da própria consciência. A alquimia fala sobre o desconhecido, sobre algo ao qual ninguém dá um nome. É este o aspecto fascinante da sua prática – ela é a figuração da consciência intrínseca, proporcionando um discurso sobre algo que ninguém sabe o que é. Gerou, no entanto, muita coisa concreta sem que se possa estipular qualquer objecto. Pode-se dizer que é uma invenção de génio, a de criar ao nível real, no laboratório, e não ao nível intelectual, o mistério da consciência intrínseca. A matriz do homem como o seu próprio laboratório, que a alquimia cria, é universal e encontra-se em todas as civilizações. Da China até ao Médio Oriente e ao Ocidente, atravessa transversalmente o mundo. O problema da alquimia é uma questão prática,  não é especulativa nem interpretativa ou seja, não é um objecto cultural. Não interessa onde é que ela nasceu, e não é possível fazer-se um estudo comparativo das alquimias do Oriente e Ocidente.
O homem como laboratório de si próprio.
A alquimia parte do princípio que não é necessário laboratório “externo” para encarnar o princípio da consciência intrínseca, para a operação de depuração que permite encarnar o mistério do princípio crístico. A alquimia, neste sentido, implica que a relação espírito / matéria se alterará no futuro. Já Eugène Canseliet, que forneceu informação sobre o mítico Fulcanelli, deu muitas pistas para dar a compreender que a alquimia se constrói em redor de um objecto que está fora de alcance do intelecto e que, pelo contrário, se trata de uma prática sobre si próprio. A alquimia como química / física pré-Lavoisier foi uma espécie de hiperquímica com uma imensa quantidade de receitas e analogias tradicionais que não tem propriamente a ver com a alquimia da qual falamos aqui. A prática base daquela é a sublimação ou seja, o processo de deixar a matéria “cozer” vezes sem fim ao sol ou ao fogo, para chegar à sua transmutação. A alquimia, por outro lado, é a ciência das relações do homem com o cosmos e a natureza.
Assim, em gravuras antigas, o laboratório do alquimista abrange sempre um oratório, lembrando a velha máxima dos monges cristãos “ora et labora”, ou seja, procura primeiro a tua inspiração em Deus (em ti) e depois trabalha no laboratório da Terra. O que, por outras palavras, significa encontrar primeira referências em si mesmo através do auto-conhecimento e da consciência de si mesmo. A consciência intrínseca é o material da alquimia, não a consciência psicológica. A alquimia põe à nossa disposição processos de alargamento do campo da consciência, e não se ocupa da consciência psicológica que dá apenas pelos gastos do dia a dia.
A transmutação da percepção.
A alquimia traz mais consciência a todas as coisas e proporciona a capacidade de operar transmutações no campo da consciência. Quem não alarga conscientemente – cosmicamente – a sua consciência, fica ao nível da química. Neste caso não pode haver transmutação porque o campo de consciência do operador não deixa que esta transmutação aconteça. Para ela acontecer, é preciso ter um olhar de lince, uma percepção alterada. É no oratório que acontece o trabalho sobre si mesmo para alcançar este olhar de lince, esta percepção apurada que permite distinguir entre uma simples operação química e a alquimia propriamente dita. Assim, o código da alquimia tem a ver com a percepção.
A Alquimia – uma demanda de sageza.
Como é possível descodificar os antigos tratados de alquimia? É preciso ver que o texto em si não interessa. O que os entendidos sempre fizeram, é seleccionar trechos do texto para com eles compor outro texto que é já um texto que nasce da experiência própria e não pode ser ensinado. A leitura passa sempre pela prática.
Um desses tratados antigos é o Mutus Liber, composto apenas por imagens, aproveitando da faculdade humana de representação do mundo e de auto-representação através de imagens que surgem, por exemplo, no sonho. Este é fruto da faculdade humana de construir o mundo em imagens, faculdade explorada, por exemplo, por C.G.Jung, sobre o lado arquetípico dos sonhos e o seu respectivo significado.
Os sonhos significativos dão conta da mudança interna do homem, dão ordem ao caos das nossas percepções. São tentativas de encontrar soluções através da organização do caos numa espécie de cogitação sobre o sentido da vida ou da dimensão filosófica da vida. São sonhos de sageza. O sonho é um livro sem texto, é um livro de imagens. Em nós começa a primeira leitura, nós somos o livro. A alquimia é uma demanda de sageza na vigília, fora do eixo do dia a dia. Leva-nos a encontrar outra relação com a realidade, um outro olhar sobre as coisas. Como um estereograma, permite-nos descobrir o que é significante. Como nos tratados antigos de alquimia, também no texto da vida diária só uma ínfima parte interessa. É esta que somos levados a descobrir através da transmutação alquímica.
O maharaja e o mendigo.
Uma história indiana explicita esta noção de que se esconde, em cada dia da nossa vida, um tesouro que tem de ser desenterrado. Era uma vez um maharaja que vivia numa corte faustosa. Todos os dias, na altura do almoço, um mendigo entrava no seu palácio e oferecia-lhe um fruto fresco, acabado de colher. O maharaja mandava um servo receber o fruto e guardá-lo nas caves do palácio. Este ritual repetia-se todos os dias, e o maharaja, no seu mais íntimo, perguntava-se qual o sentido desta oferta sem encontrar uma resposta. Um dia, quando o mendigo se aproximou de novo como o fruto na mão, um macaco saltou e roubou o fruto. Depois sentou-se ao pé do trono e começou a trincar o fruto. Para espanto do maharaja e de toda a corte, o caroço do fruto emitia um imenso brilho e quando olharam de perto, descobriram que se tratava de um lindíssimo diamante. Espantado, o maharaja mandou um servo ir buscar os outros frutos que já estavam meio podres. Todos tinham no interior um diamante brilhante.

A suspensão entre os dois pólos – morte e ressurreição.
A prática da alquimia inicia-se no equinócio da Primavera – a “primeira verdade” só pode ser descoberta nesta época do ano, quando tudo volta à vida, quando se celebra a morte e a ressurreição. A primeira verdade sobre as coisas começa a ser perceptível, a Primavera começa em nós. A alquimia permite este trabalho sobre a consciência de si próprio, numa prática meditativa que explora o limite da mente discursiva, e que é também possível no sonho lúcido, num sonho como o de Jacob, por exemplo, que sonha com a subida e descida dos anjos na chamada Escada de Jacob, representando a relação funcional entre micro e macrocosmos. Os anjos, neste sonho, querem acordar Jacob que está num profundo sono.
Temos de despertar deste sono para perceber, dentro do campo da consciência, a morte e ressurreição. O seu símbolo é o ovo, no qual está a totalidade da vida. Nós somos o adormecido que não acorda, que vive apenas para os gastos. É preciso ir mais além, entrar neste jogo da consciência, este fluxo constante entre o Sol e a Lua, entre as polaridades do mundo. Este fluxo entre os dois extremos existe continuamente. A questão é como dar por ele e vivê-lo sem se ficar pela visão de “dentro” e “fora”. O que é preciso é ficar na suspensão entre os dois pólos. 
O trabalho interno.
A alquimia é a sageza pessoal que encontra o nexo entre o dentro e o fora por além do movimento pendular da consciência psicológica. Permite perceber que entre dentro e fora não há diferença, que são uma e a mesma coisa.
A Primavera das coisas começa em nós, a transfiguração é possível: no estado mercurial os opostos são unificados sem contradição, fazem parte do processo de percepção, não há divisão na percepção, há unificação ou pura percepção.. No trabalho interno revela-se a qualidade alquímica da nossa consciência. Vemos então que as dicotomias não são contraditórias e a dualidade deixa de existir. A nossa percepção torna-se total, é parte integrante da unidade de todas as coisas.
A ferramenta da respiração.
Este é o Tao dos Orientais, que une o Yin e Yang, o mistério que liga os opostos. Esta consciência intrínseca de todas as coisas capta-se pela respiração. Desde que a sua prática seja consciente, permite a mutação, ou seja, permite ver o que é, e não o que parece ser. Deste modo, as ferramentas básicas estão à disposição de todos, não é preciso mestre nem discípulos. Cada um pode descobri-las por si mesmo, utilizando a respiração. É apenas necessário criar espaço e tempo em cada dia para utilizar estas ferramentas. Descobre-se então que a interacção da consciência altera tudo, o uso vibracional da consciência provoca um efeito de diapasão.
 
A alquimia como trabalho sobre a percepção, coloca-se no ponto de fuga, aponta a mutação da realidade, permite um tipo de percepção triangular, não somos sem emissor nem receptor, estamos em unidade com o cosmos e a natureza e descobrimos que a diferenciação não existe na realidade.

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